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Polícia investiga indícios de cartel entre postos de combustíveis em GO

A Polícia Civil investiga os indícios de formação de cartel por parte dos postos de combustíveis durante o reajuste nos preços do etanol e da gasolina em Goiânia. Em alguns estabelecimentos, o reajuste foi de cerca de 50%. A A Superintendência de Proteção aos Direitos do Consumidor (Procon-GO) visitou 102 estabelecimentos na capital e comprovou que a maioria deles tabelou os valores dos produtos.

Para o delegado responsável pela apuração, Eduardo Prado, a população foi lesada com esse aumento repentino. “O consumidor foi prejudicado, a livre concorrência foi prejudicada e nós da delegacia do consumidor temos que proteger o consumidor”, disse.

No levantamento feito pelo Procon, 72% dos postos de combustíveis estão vendendo o álcool e a gasolina com preços idênticos, o que dá indícios dessa formação de cartel. Na média geral, a variação de preço entre os postos pesquisados foi de R$ 0,03.

Na pesquisa, o menor preço encontrado para a gasolina foi de R$ 3,15. Já o maior, R$ 3,61, o que representa uma variação de 14,28%. Já para o etanol, essa diferença foi de 38,10%, com o produto podendo ser encontrado de R$ 1,89 a R$ 2,61.

O órgão deve protocolar na Justiça um pedido para que os preços dos combustíveis voltem ao patamar antigo. “Nós temos processos administrativos instaurados para cada posto com a previsão de multa ao final da defesa e apresentação de documentos”, afirma a superintendente do Procon, Darlene Araújo.

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