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Jovem morta em lanchonete de Goiânia foi executada, diz testemunha

Uma testemunha da morte da assessora parlamentar Ana Maria Victor Duarte, de 26 anos, baleada na porta de uma lanchonete em Goiânia, acredita que a vítima tenha sido executada. “Eu tenho certeza que ele não queria roubar. Se ele quisesse roubar, tinha colocado todo mundo para dentro, roubado o caixa, a sanduicheria, todos, e ia embora com tudo. Ele veio para matar ela", relatou o homem, que não quis se identificar, em entrevista à TV Anhanguera.

O crime ocorreu na noite da última sexta-feira (14), no Setor Bela Vista. A exemplo do depoimento do noivo da vítima à polícia, a testemunha, que ainda vai prestar depoimento à Polícia Civil, contou que a arma do suposto ladrão falhou duas vezes. "Ele veio nela [na vítima]. Tanto é que ele tentou as duas primeiras vezes, falhou e ele insistiu em atirar nela”, afirma o homem.

“Aparentemente se trata de crime de latrocínio, mas nos não podemos nesse momento descartar qualquer outra hipótese, até mesmo uma execução”, afirma o delegado. Ele informou ainda que a polícia está analisando imagens de câmeras de segurança próximas do local, mas que não foi possível ver o rosto autor do homicídio, já que ele usava capacete. "Vamos olhar a motocicleta, o porte físico dele para tentar identificar", disse ao G1.

Até o momento, a principal linha de investigação do delegado responsável pelo caso, Tiago Damasceno, da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), é latrocínio, que é roubo seguido de morte. Porém, como o criminoso fugiu sem levar nada, a polícia não descarta outras hipóteses.

Segundo o noivo, o  revólver falhou duas vezes. "Ele olhou no revólver e voltou a atirar bem no coração dela. Ela já encostou na cadeira e o namorado acudindo, mas ela já estava falecendo. Não teve como”, complementou o Uigvan, que já foi policial e hoje responde pela chefia de gabinete da prefeitura de Goianésia. A jovem era formada em direito e trabalhava como assessora parlamentar do deputado estadual Hélio de Sousa (DEM).

Depoimento
Na segunda-feira (17), o noivo da vítima prestou depoimento à polícia. Alegando estar abalado, ele não conversou com a imprensa, mas disse ao promotor de Justiça aposentado, Uigvan Pereira Duarte,  pai da vítima, que a arma do criminoso falhou duas vezes antes de Ana Maria ser atingida. Até então, a polícia acreditava que a revólver tinha falhado apenas uma vez.

Uigvan relatou ainda que o noivo da filha contou com detalhes como tudo ocorreu. "Chegou esse rapaz que desceu de uma moto e falou para eles: ‘cadê o celular de vocês?’ Ele [o noivo] estava com o celular e a carteira em cima da mesa, a colega da Ana Maria também. Mostraram o celular e tudo e [o assaltante] procurou para a Ana Maria: ‘e o seu celular?’. Ela com a boca cheia, porque estava comendo sanduíche falou: ‘eu não tenho celular’. Ele atirou nela", afirmou.

Assista o vídeo (http://g1.globo.com/goias/noticia/2014/03/jovem-morta-em-lanchonete-de-goiania-foi-executada-diz-testemunha.html)

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