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Goianos priorizam segurança

Para Elias Fernandes, existe ainda uma procura acentuada por apartamentos. Segundo ele, as pessoas têm maior sensação de segurança em prédio, devido a uma suposta dificuldade de pessoas estranhas entrarem no local sem permissão. “A sensação de segurança é maior, como dizem os moradores. No alto, rodeados de câmeras, com pessoas responsáveis pela segurança o tempo todo, é isso o que a maioria das pessoas procura hoje em dia”, comentou. Com o aumento da violência, a insegurança em Goiânia é problema cotidiano. Entre as 18 capitais mais violentas do País - conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2013 - a falta de políticas sociais para resolver a criminalidade nas ruas tem alimentado o medo dos que vivem na cidade e interferido até mesmo na hora de escolher a casa própria. Entidades focadas no setor de construção e venda de imóveis comprovam essa tendência na capital e afirmam que os itens de segurança já são quesitos de prioridade exigidos pelos clientes, à frente até das áreas de lazer, antes objetos de desejo dos compradores.
De acordo com o vice-presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) Eduardo Seixo de Brito, há quase 10 anos essa procura intensificada por residências mais seguras vem se acentuando na cidade. “Há muito tempo Goiânia perdeu a calmaria de interior, que era uma característica charmosa da Capital. Ultimamente estamos tomando cara de metrópole e, como consequência, estamos vivendo problemas de metrópole”, comentou.
Segundo Eduardo, entre as preocupações mais recentes dos goianienses estão os assaltos, arrastões e sequestros relâmpagos. “Nossa segurança pública é muito falha. Não importa o bairro onde você esteja, o horário do dia ou da noite. Os criminosos agem sem medo.”
Blindados
Para atender à demanda, construtoras estão investindo em um segmento diferenciado em Goiânia e em outras grandes cidades brasileiras. Construções projetadas já com dispositivos de segurança estão caindo nas graças dos compradores, conforme o diretor comercial da Terral Incorporadora, Cali Galera.
Segundo ele, estão em alta construções como a que será lançada, a pouco, pela empresa. Prédios altos, com guaritas blindadas, monitoramento externo e câmeras espalhadas por todos os andares e rolls, alarmes, sensores e leitores de impressões digitais, entre outras tecnologias, normalmente importadas. “A gente sabe que não acaba com o problema, mas a intenção é dificultar que os moradores tenham a segurança violada”, ressaltou.
Preocupado em dar maior segurança para a família, o empresário Sílvio Gustavo Verbeto optou por um desses apartamentos superprotegidos. Segundo ele, a necessidade surgiu quando resolveu viajar com a família e, ao voltar, encontrou arrombada a casa onde morava. “A gente acaba ficando meio impressionado e fica mais em alerta. Para ficar mais tranquilo eu resolvi procurar um prédio, onde eu tivesse uma sensação de segurança maior para minha família e para que eu pudesse viajar sem ficar preocupado com a casa.”
Sílvio contou que se mudou para o novo apartamento há seis meses. Mesmo que às vezes tantos equipamentos de segurança possam dar a sensação de aprisionamento, ele disse que valeu a pena. “Eu aprendi que conforto e segurança são coisas inversamente proporcionais. É preciso colocar na balança e ver o que conta mais. No meu caso, foi manter minha família segura”, acrescentou.
Condomínios
Conforme o diretor de Habitação do Sindicato da Indústria da Construção (Sinduscon) de Goiás, Elias Fernandes, também incentivado pela insegurança crescente, muitas pessoas estão buscando casas em condomínio fechados, horizontais ou verticais. Ele explica que a sensação de segurança é maior nesses lugares, uma vez que costumam incluir muros altos, guaritas, seguranças e sistema integrado de câmeras.
Eduardo Brito concorda com essa perspectiva. De acordo com ele, a procura dos goianienses pela segurança oferecida pelo condomínio só está crescendo. Conforme relatou ao Diário da Manhã, pesquisa realizada pelo Creci - no último mês de agosto -, mostrou que a Capital recebeu 27 lançamentos de condomínios fechados nos últimos 10 meses, totalizando 2.150 novas residências consideradas 'seguras'.

 

 

via (http://www.dm.com.br/)

 

 

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