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Comissão cobra instalação de câmeras noturnas no centro

A Comissão Permanente de Segurança Pública da Câmara Municipal de Campo Grande quer a utilização de câmeras noturnas para monitorar a região central da cidade. Os equipamentos, que devem ser instalados até o mês de julho, conforme cronograma da Prefeitura, fornecem imagens de alta resolução apenas durante o dia. A intenção dos vereadores é que os equipamentos sejam periciados e, caso não seja possível uma alteração, ir até o Ministério da Justiça para rever o contrato e substituir as câmeras.

A Comissão, composta pelos vereadores Otávio Trad (presidente), Carlão (vice), Airton Saraiva, Chiquinho Telles e Herculano Borges, realizou uma audiência pública na tarde de quinta-feira (25) para tratar sobre o tema. Participaram dos debates representantes comunitários e autoridades ligadas à segurança pública campo-grandense.

“A comissão entende que essas câmeras devem ser noturnas, prioritariamente”, disse Trad. “Temos que ir por etapas, colocar nas principais vias, depois nas vias de acesso, mas colocar de forma definitiva. Vamos ficar atentos, vamos cobrar”, emendou Carlão.

O projeto, iniciado ainda em 2011, prevê a instalação de 22 câmeras de monitoramento no quadrilátero compreendido entre a Avenida Mato Grosso e as ruas Calógeras, 26 de Agosto e Rui Barbosa, na região central de Campo Grande. A instalação dos equipamentos visa, principalmente, intensificar ações de prevenção e repressão ao crime, além de ajudar na elucidação de delitos. Os recursos, na ordem R$ 865 mil, são provenientes do Ministério da Justiça e já estão nos cofres da Prefeitura, que deve abrir em breve o processo licitatório.

O comandante do Policiamento Metropolitano, coronel Evaldo Iahn Mazuy, aprovou a instalação dos equipamentos, mas fez ressalvas. “Salutar que passemos, a partir da implantação dessas câmeras, a contar com apoio tecnológico. Onde quer que esteja uma câmera, vai reduzir e muito a possibilidade de ocorrer crimes. Porém, quando estamos dormindo, durante a noite, precisamos desses olhos mecânicos”, afirmou.

O diretor de Infraestrutura e Serviços do IMTI (Instituto Municipal de Tecnologia da Informação), Alberto Azevedo, explicou que, inicialmente, o projeto estava orçado em R$ 1,3 milhão. No entanto, o Ministério da Justiça reduziu os gastos para R$ 865 mil, o que obrigou a substituir os equipamentos. Por força de contrato, as câmeras também não podem ser trocadas. “(O equipamento) funciona 24 horas por dia, só que não tem resolução à noite para verificar, por exemplo, o rosto de uma pessoa”, frisou.

Críticas – Para o delegado Wellington de Oliveira, titular da 1ª DP (Delegacia de Polícia), a instalação de equipamentos que só funcionam com eficiência durante o dia não basta. “Cerca de 95% dos roubos acontecem entre 19h e 23h. O que vou fazer com videomonitoramento que só funciona de dia? Tem que fazer acordo com criminosos assim. Se for para colocar equipamentos, eu quero ver a íris do olho do cidadão. Não adianta absolutamente nada”, criticou. “Fico triste em saber que teremos videomonitoramento diurno, sendo que a necessidade é noturna”, reforçou o presidente do Conselho Comunitário de Segurança da Região Central, Adelaido Luís Villa.

Os debates contaram ainda com a presença do delegado André Matsushita Gonçalves, superintendente estadual de Segurança Pública, coronel Jones Cabreira Lopes, comandante da Guarda Municipal, e de representantes de empresas de monitoramento.

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