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Câmeras de segurança ajudam na investigação de 16 mortes em GO

“Eles não dão aquele respaldo para gente. A gente vai na delegacia, aí eles falam, está investigando. Esperamos que eles empenhem mais antes que morram mais meninas, que famílias fiquem desestruturadas, que filhos fiquem órfãos”.A polícia de Goiás já tem os nomes dos suspeitos dos crimes que estão assustando a população de Goiânia. Imagens de câmeras de segurança ajudam nas investigações. Uma delas mostra o momento em que uma dona de casa que ia buscar os filhos na escola e foi assassinada.Imagens mostram quando Lilian Sissi Mesquita atravessa a rua. Ela foi abordada por um homem que desceu da moto, falou algo com ela, atirou a queima roupa e voltou caminhando, com calma para a motocicleta. Lilian ia buscar os filhos na escola.“Falei: não deixa que eu busco os meninos hoje, só que eu estava lotado de serviço, aí ela falou: ‘não eu estou trocando de roupa vou buscar, aí passa 20 minutos, a notícia”, fala o marido da vítima, Carlos Eduardo Valczak.O crime foi em fevereiro deste ano e na época a polícia disse que não tinha uma motivação que justificasse o que aconteceu. “Crime não muito comum, não tem uma motivação de droga, ela não tem passagem pela polícia”, disse um policial.Seis meses depois do crime, o marido continua sem respostas. Segundo ele, a mulher era inocente. “100% inocente. Acabou com a minha vida. Depois daquele dia não durmo, não como direito. Tiraram um pedaço. Porque 11 anos não é 11 dias, 11 meses, 11 anos juntos”.Lilian é a terceira vítima dos 16 assassinatos e de duas tentativas de homicídio em Goiânia. Os crimes estão sendo investigados uma força-tarefa montada por delegados e investigadores.As famílias de outras mulheres que foram assassinadas também disseram que o crime foi parecido com o de Lilian: as circunstâncias eram as mesmas: as mulheres estavam sozinhas na rua e aparentemente não tinham inimigos, nem qualquer motivação para o crime.As duas mulheres que sobreviveram contam a mesma coisa. Uma delas, que levou um tiro nas costas e quase ficou tetraplégica, diz que nunca sofreu ameaças. “Para mim ele é um maníaco, um terrorista que está tendo em Goiânia”.A polícia diz já que tem mandados de prisão e que os suspeitos estão sendo investigados, mas não divulga quem são nem quantos são os mandados. O argumento para manter sigilo é não atrapalhar as investigações e a falta de informações aumenta a angústia das famílias. Dona Elaine Aparecida dos Santos, sogra de Lilian Mesquita, passa os dias a espera da solução dos crimes.  


Assista ao vídeo (http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2014/08/cameras-de-seguranca-ajudam-na-investigacao-de-16-mortes-em-go.html)

Fonte: G1

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