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Apesar da seca, casos de dengue sobem 25% em GO no mês de julho

Mesmo com o período de seca, Goiás registrou um aumento de 25% no número de casos de dengue em julho em relação ao mesmo período do ano anterior. Em todo estado foram feitas 7.636 notificações da doença. Segundo os responsáveis pelo combate ao mosquito transmissor, o aumento foi causado pelo descuido de moradores durante o período de férias.

“A maioria das pessoas tira férias, viaja e deixa vasos destampados, água para o cachorro em vasilhas. E nesse período, mesmo com seca, todo local que tem água está colaborando com esse mosquito”, disse o coordenador de epidemias de Rio Verde, Jamilton de Freitas.

Desde o início do ano já foram feitas 167.530 notificações de dengue. O número nos seis primeiros meses de 2015 já é maior que todo o ano passado, quando foram diagnosticados 117.458 casos. Ao todo, já foram registrados 59 mortes provocadas pelo vírus.

Além do descuido, outra preocupação dos agentes que combatem a doença é desinformação. Muitos moradores não sabem que o mosquito transmissor é resistente mesmo quando não há água.

“O ovo do mosquito pode ficar no período seco, sem água, por mais de ano. Então, logo que vem a chuva, aquele ovinho que está no depósito vai começar a desenvolver novos mosquitos”, disse o coordenador de endemias de Jataí, Victor Hugo Ferreira.

Quem já teve dengue diz que o momento é o ideal para se reforçar a conscientização para que os focos do mosquito sejam eliminados. “Quem tem o seu lote, que cuide. Quem não cuidar, que a administração pública venha multar esses donos de lotes. Na minha casa, por exemplo, eu, meus três filhos e meu marido já tivemos a dengue”, disse a funcionária pública Enilda Ferreira.

Multa
Em Goiânia, os valores das multas para os proprietários de imóveis flagrados com focos do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, aumentaram. A taxa era de R$ 517,60 para todos os tipos de edificações e construções. Com as mudanças, o valor cobrado de imóveis residenciais inadequados passou a ser R$ 867,42 e de condomínios, R$ 1.204,75.

A taxa para sedes de órgãos públicos que descumprirem as normas é R$ 2.168,55. A multa para canteiros de obras com focos do mosquito é ainda maior: R$ 8.770, 58.

Caso o proprietário não se adeque até a próxima vistoria, ele será multado. No entanto, cabe recurso. O dinheiro arrecadado com as multas vai para o Fundo do Tesouro Municipal.



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