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Apenas 26 postos autuados reduzem preço dos combustíveis, diz Procon

Apesar disso, o titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), delegado Eduardo Prado, afirmou que existem fortes indícios da realização de cartel. "É estranho um aumento repentino com características que levam a crer que há um alinhamento de preços. Não podemos adiantar para não atrapalhar a investigação, mas há provas importantes no inquérito", revela.

A Superintendência de Proteção aos Direitos do Consumidor (Procon-GO) divulgou nesta sexta-feira (7) o relatório final sobre o reajuste de preços de combustíveis em Goiânia. Dos 97 postos notificados, apenas 26 cumpriram a decisão, 37 obedeceram parcialmente e 34 descumpriram a ordem (veja listas abaixo).

Postos que cumpriram a decisão

Postos que não cumpriram a decisão

Postos que cumpriram a decisão parcialmente

A decisão judicial foi expedida no último dia 31 de julho e listava 99 postos. Porém, segundo o Procon-GO, dois postos foram visitados duas vezes, o que gerou a duplicidade.

A superintendente do Procon-GO, Darlene Araújo disse que pedirá à Justiça que a os postos que não obedeceram a determinação sofram sanções mais pesadas.

"Para os postos que descumpriram, tem o pedido que a multa diária aumente em até dez vezes, ou seja, passe de R$ 5 mil para R$ 50 mil. Requisitamos ainda que as informações sejam repassadas para a Polícia Civil que investigará o crime de desobediência, além de que esses postos sejam interditados por tempo a ser determinado pela Justiça", enumerou.

Investigação
A Polícia Civil investiga se há formação de cartel no aumento dos preços. Na manhã desta sexta-feira, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Goiás (Sindiposto), José Batista Neto, prestou depoimento. Ele disse que não é parte no processo e nega que haja alinhamento de preços.

Apenas 26 postos de combustíveis cumprem medida e reduzem preço em Goiânia, GOiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Apenas 26 postos de combustíveis cumprem medida e reduzem preço (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

"[O preço atual] é muito próximo aos preços que existiam em fevereiro. Houve uma promoção de lá para cá, mas é um mercado muito competitivo. Tem distribuidora querendo ganhar mercado e outros não querendo perder. Então, acontece essa gangorra no preço dos combustíveis não só em Goiânia, é no Brasil inteiro", explicou.

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